Ilustração editorial sobre Tecnologia e direito
ILUSTRAÇÃO EDITORIAL / JURISOFT NEWS

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, aprovou um pacote de 13 leis em 10 de setembro de 2026 com o objetivo de aumentar a proteção online de crianças e adolescentes. As medidas estabelecem novas obrigações para serviços de inteligência artificial e redes sociais, abrangendo desde protocolos de segurança até a proibição de funcionalidades consideradas viciantes.

Uma das novas regras, conhecida como Lei Adam, exige que assistentes de IA como ChatGPT, Gemini e Claude implementem protocolos de crise. Esses serviços deverão agir caso identifiquem usuários com sinais de que planejam cometer suicídio. A lei, que leva o nome de um jovem de 16 anos que, segundo a família, tirou a própria vida após receber orientações de uma IA, também obriga as plataformas a oferecerem recursos de controle parental e a notificarem os pais quando menores desativarem as ferramentas de segurança.

Novas obrigações para IAs e redes sociais

Para redes sociais como Instagram e TikTok, outra lei proibiu a oferta de recursos viciantes para usuários com menos de 16 anos. A legislação impede que essas plataformas utilizem, por exemplo, a reprodução automática de vídeos ou o sistema de sugestão de postagens com base no histórico de navegação desse público. Uma terceira norma aprovada ampliou a definição do crime de exploração sexual infantil, passando a incluir a veiculação de materiais gerados por IA ou modificados digitalmente para retratar menores em atos sexuais.

A Califórnia se junta a outros estados americanos, como Utah e Flórida, que também aprovaram legislações para regular o uso da internet por crianças e adolescentes. No entanto, parte dessas medidas enfrenta contestações judiciais por parte das empresas de tecnologia. As plataformas argumentam que as restrições podem violar o direito à liberdade de expressão, um debate que marca a implementação de novas regras para o ambiente digital.

O debate entre proteção e liberdade de expressão

Na nossa leitura, é importante distinguir os diferentes focos das novas leis. Uma delas trata da interação e do conteúdo gerado por IAs, exigindo uma resposta a situações de risco. Outra se concentra no design das plataformas, visando mitigar mecanismos que incentivam o uso contínuo. Uma terceira atualiza a legislação penal para acompanhar as novas tecnologias. Apresentar essas frentes separadamente ajuda a compreender a abrangência da regulação.

Um cuidado ao comunicar esse tema é situar o debate no contexto da disputa entre a proteção de menores e a liberdade de expressão, mencionada na própria fonte. As leis não são implementadas sem contestação, e explicar essa tensão ajuda o público a entender por que a regulação do ambiente digital é complexa. A notícia informa sobre a aprovação das leis, mas também aponta para um caminho de possíveis disputas judiciais sobre sua validade.

O QUE MUDA NA PRÁTICA
  • Serviços de IA como ChatGPT deverão ter protocolos de crise para usuários com risco de suicídio na Califórnia.
  • Redes sociais ficam proibidas de usar recursos como reprodução automática de vídeos para menores de 16 anos no estado.
  • A definição de exploração sexual infantil foi ampliada para incluir material gerado por inteligência artificial.
  • Plataformas de IA passam a ser obrigadas a oferecer controle parental e notificar pais sobre a desativação de recursos de segurança.
NA ADVOCACIA

Ao conversar com um cliente sobre o tema, uma sugestão é esclarecer que se trata de uma legislação estadual da Califórnia, não uma regra global ou federal. Explique as diferentes frentes da regulação — protocolos de crise em IAs, design de redes sociais e atualização penal. Essa abordagem segmentada ajuda a demonstrar a complexidade da matéria e a gerenciar expectativas sobre a aplicação de leis semelhantes em outras jurisdições.

Para um vídeo ou post, um ângulo útil é a tensão entre inovação, proteção de vulneráveis e direitos fundamentais como a liberdade de expressão. O advogado pode explicar como a lei tenta equilibrar esses pontos, sem prometer uma solução definitiva. Essa análise se alinha ao propósito da Jurisoft de traduzir temas jurídicos complexos em informação clara, que constrói confiança ao reconhecer as nuances do debate.

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NA ORIGEM

Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 10/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.

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Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.