As prestações de contas dos seis deputados mais votados de São Paulo revelam estratégias de campanha distintas, conforme os dados entregues à Justiça Eleitoral. Candidatos eleitos pela direita concentraram a maior parte de seus gastos em redes sociais e impulsionamento de conteúdo. Em contrapartida, os principais nomes da esquerda destinaram mais recursos à produção de materiais impressos, como santinhos e folhetos.
O levantamento considerou os quatro deputados federais e dois estaduais que receberam mais de 500 mil votos no estado. Juntos, os parlamentares eleitos Lucas Pavanato (PL), Erika Hilton (PSOL), Eduarda Campopiano (PL), Eduardo Suplicy (PT), Sâmia Bomfim (PSOL) e Kim Kataguiri (Missão) somam mais de 18 milhões de seguidores no Instagram, uma das principais plataformas da campanha.
Investimentos por campo político
O deputado federal Lucas Pavanato (PL) destinou metade de suas despesas de R$ 2,7 milhões para ações digitais. De forma semelhante, a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL) investiu R$ 400 mil em impulsionamento, o que corresponde a 61% de seu orçamento total de R$ 654 mil. Ambos já atuavam como influenciadores digitais antes de ingressarem na política.
Entre os candidatos da esquerda, a prioridade foi o material gráfico. A deputada federal Erika Hilton (PSOL) gastou R$ 453 mil com impressos, enquanto o investimento em redes sociais foi de R$ 188 mil, ou 11,5% do total. A também deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL) seguiu a mesma tendência, com R$ 775 mil para material gráfico e R$ 400 mil para o digital. Já o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) teve uma campanha de menor custo, com despesas totais de R$ 90 mil.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) adotou uma estratégia intermediária. Com despesas totais de R$ 469 mil, ele dividiu os investimentos de forma quase igualitária: R$ 118 mil foram para impulsionamento de conteúdo digital e R$ 116 mil para material gráfico e serviços de postagem.
O que as estratégias de gastos revelam
Na nossa leitura, os dados da Justiça Eleitoral oferecem um retrato concreto de como diferentes campos políticos enxergam a mobilização de eleitores. A escolha entre o investimento digital e o material impresso não é apenas uma decisão orçamentária, mas reflete uma estratégia de comunicação sobre como alcançar e convencer o eleitorado, seja pela presença online massiva ou pelo contato mais tradicional nas ruas.
Um cuidado ao comunicar esse tema é não tratar uma estratégia como inerentemente superior à outra. Os números mostram as escolhas feitas pelos candidatos mais votados em São Paulo, mas não estabelecem uma relação de causa e efeito com o resultado eleitoral. Explicar essa distinção ajuda o público a interpretar os dados de financiamento de campanha como parte de um planejamento político, e não como uma fórmula única para o sucesso nas urnas.
- Dados da Justiça Eleitoral confirmam que candidatos da direita em SP, como Lucas Pavanato e Eduarda Campopiano, priorizaram gastos com redes sociais.
- Candidatas da esquerda, como Erika Hilton e Sâmia Bomfim, destinaram a maior parte de seus recursos para materiais de campanha impressos.
- A prestação de contas de Kim Kataguiri mostra uma estratégia de gastos equilibrada entre o digital e o material gráfico.
- A análise se baseia nos seis candidatos a deputado federal e estadual mais votados em São Paulo, com mais de 500 mil votos cada.
Ao conversar com um cliente sobre financiamento de campanha, a notícia pode ser usada para ilustrar como as estratégias variam. Explique que a prestação de contas é pública e permite analisar as prioridades de cada candidato, distinguindo entre despesas com mobilização digital e material de rua. Essa abordagem conecta a regra da transparência a um exemplo concreto, sem fazer juízo de valor sobre qual método é mais eficaz.
Para um vídeo ou post, o tema permite explicar como a Justiça Eleitoral fiscaliza os gastos e por que essa transparência é importante. Em vez de focar nos nomes, o advogado pode abordar os tipos de despesas e o que elas representam em termos de estratégia. Isso se alinha ao propósito da Jurisoft de traduzir informações complexas em conteúdo claro, que fortalece a confiança do público na advocacia e no processo democrático.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 07/10/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
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