As eleições de 2026 resultaram na eleição de 35 parlamentares da comunidade LGBT+, o maior número já registrado, segundo dados do Instituto Plena Cidadania. O total de votos recebidos por essas candidaturas ultrapassou 10,7 milhões, mais que o triplo do registrado no pleito anterior. Em 2022, haviam sido eleitos 18 representantes. Os eleitos ocuparão cadeiras no Senado, na Câmara dos Deputados e em assembleias legislativas estaduais.
Na esfera federal, Erika Hilton (PSOL-SP) e Duda Salabert (PDT-MG), as primeiras mulheres trans eleitas deputadas federais em 2022, foram reeleitas. A elas se junta Thabatta Pimenta (PV-RN), que estreia na Casa e se torna a terceira mulher trans a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Com mais de 1,5 milhão de votos, Erika Hilton também se tornou a mulher mais votada da história para o cargo.
Perfil dos eleitos e espectro político
O perfil do grupo eleito é majoritariamente composto por mulheres, que são 27 dos 35 parlamentares. Além disso, 22 dos eleitos são pessoas negras. Em relação ao alinhamento político, todas as 35 candidaturas vitoriosas pertencem a partidos de esquerda. O levantamento também mostra que, do total de 519 candidaturas LGBT+ que disputaram a eleição, 408 eram de legendas de esquerda, 64 de centro e 44 de direita.
Apesar do recorde, os dados indicam que a comunidade LGBT+ continua sub-representada, ocupando 2,15% das vagas no Legislativo, enquanto representa cerca de 9% da população brasileira. O levantamento do Instituto Plena Cidadania também aponta a violência política como um desafio concreto: 94% das candidaturas LGBT+ relataram ter sofrido algum episódio, e oito dos 35 eleitos afirmaram já ter recebido ameaças de morte.
A importância da representação no Legislativo
Na nossa leitura, um ponto central para compreender o significado desses resultados é o histórico de conquistas de direitos da comunidade LGBT+ no Brasil. Direitos como o casamento homoafetivo e a criminalização da homofobia foram estabelecidos por decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), e não por meio de leis aprovadas no Congresso. O aumento da representação legislativa pode alterar essa dinâmica, transferindo o protagonismo na criação e proteção de direitos do Judiciário para o Legislativo.
Um cuidado ao comunicar esse tema é equilibrar a celebração do avanço com o reconhecimento dos desafios que persistem. Apresentar o recorde de eleitos sem mencionar a sub-representação e a violência política pode criar uma percepção incompleta da realidade. Uma explicação que conecta o resultado eleitoral ao contexto mais amplo ajuda o público a entender tanto a importância da conquista quanto a continuidade das lutas por igualdade e segurança.
- O número de parlamentares LGBT+ eleitos subiu de 18, em 2022, para 35 em 2026.
- A Câmara dos Deputados passa a ter três deputadas federais transexuais, com a reeleição de Erika Hilton e Duda Salabert e a eleição de Thabatta Pimenta.
- Erika Hilton (PSOL-SP) se tornou a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados.
- Pela primeira vez, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mapeou a identidade de gênero dos candidatos, registrando 107 candidaturas de pessoas transexuais.
Ao conversar com clientes, uma sugestão é explicar que o aumento da representatividade é um fato político relevante, mas não altera leis de forma imediata. A notícia pode ser usada para ilustrar como a composição do Legislativo impacta a agenda de direitos, distinguindo a conquista de um mandato da aprovação de um projeto de lei. Essa abordagem situa o fato eleitoral no contexto mais amplo do processo legislativo.
Para um vídeo ou post, um ângulo útil é mostrar por que a representação no Congresso é importante, mesmo com direitos já garantidos pelo Judiciário. O advogado pode explicar a diferença entre uma decisão judicial e uma lei, mostrando como a presença de parlamentares da comunidade pode fortalecer e ampliar direitos. Essa clareza se conecta ao propósito da Jurisoft de traduzir o direito e construir confiança com o público.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 06/10/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.