Uma investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que o Instituto Conhecer Brasil (ICB) acelerou a instalação de pontos de wi-fi na cidade durante as eleições municipais de 2024. Segundo a representação policial, divulgada em 11 de setembro de 2026, houve “interferência política direta” no período em que o então prefeito Ricardo Nunes buscava a reeleição. O ICB, responsável pelo projeto, é administrado pela produtora Karina Ferreira da Gama, envolvida na produção do filme “Dark Horse”.
As informações vieram a público após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a quebra de sigilo das investigações. O caso tramita no STF por envolver o deputado federal Mário Frias, que tem foro por prerrogativa de função. Em outra frente, o ministro Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito específico pela Polícia Federal para apurar o contrato e suspendeu qualquer tipo de pagamento do poder público ao instituto.
Valores e ritmo das instalações sob suspeita
O contrato entre a prefeitura de São Paulo e o ICB, no valor de R$ 108 milhões anuais, previa a instalação de pontos de wi-fi na periferia. Durante o período eleitoral de 2024, a gestão municipal teria antecipado R$ 26 milhões em pagamentos, repassando um total de R$ 69 milhões quando o valor devido seria de R$ 43 milhões. Segundo a denúncia recebida pela polícia, o serviço pago a mais não teria sido prestado, configurando prejuízo aos cofres públicos.
A investigação relata uma mudança drástica no ritmo das instalações. Até o final de outubro de 2024, em pleno período eleitoral, 1.605 pontos de wi-fi foram ativados. Após as eleições, o ritmo diminuiu bruscamente, chegando a 3.200 pontos apenas em junho de 2025. Conforme a representação policial, os 1.800 pontos restantes do contrato nunca foram instalados. A prefeitura de São Paulo informou que acionaria o STF para obter esclarecimentos sobre a necessidade de romper o contrato.
Como entender as etapas da investigação
Na nossa leitura, a notícia conecta a execução de um serviço público ao calendário eleitoral, que é o ponto central da investigação. Para o público, é importante distinguir os diferentes atores e as medidas já tomadas: a Polícia Civil investiga, o ministro Mendonça tornou a apuração pública e o ministro Dino determinou a suspensão dos pagamentos e um novo inquérito. Essas são etapas da apuração, não uma conclusão sobre a culpa dos envolvidos.
Um cuidado ao comunicar o tema é separar os fatos da investigação principal, relacionada ao filme “Dark Horse”, e os desdobramentos sobre o contrato de wi-fi. Embora conectados, os focos são distintos. Explicar que o caso chegou ao STF por causa do foro privilegiado de um parlamentar ajuda a esclarecer o trâmite do processo. Essa abordagem permite que o público compreenda a gravidade das suspeitas e o funcionamento da Justiça, sem antecipar um resultado que ainda depende de julgamento.
- O ministro Flávio Dino, do STF, determinou a suspensão de todos os pagamentos de contratos do poder público com o Instituto Conhecer Brasil.
- A Polícia Federal foi acionada por ordem do STF para abrir um inquérito exclusivo sobre o contrato de wi-fi da prefeitura de São Paulo.
- O sigilo das investigações relacionadas ao caso foi levantado por determinação do ministro André Mendonça.
- A investigação da Polícia Civil de São Paulo aponta que 1.800 pontos de wi-fi contratados nunca foram instalados.
Ao conversar com um cliente sobre o tema, uma sugestão é organizar a explicação pelas decisões judiciais já tomadas: a quebra de sigilo e a suspensão dos pagamentos. Essa abordagem, focada nos fatos, ajuda a dimensionar o estágio da apuração sem emitir juízo de valor. Esclarecer por que o caso está no STF também situa a discussão no campo institucional, construindo uma percepção de seriedade e cuidado na análise.
Para um vídeo ou post, o ângulo pode ser a relação entre a gestão de contratos públicos e a legislação eleitoral. O advogado pode explicar, em tese, quais são as vedações e cuidados exigidos em ano de eleição, usando a notícia como exemplo do que motiva uma investigação. Essa é uma forma de produzir conteúdo informativo e relevante, alinhada ao propósito da Jurisoft de traduzir o direito e gerar confiança.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 12/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.