Mais de 204 mil eleitores no Rio de Janeiro anularam seus votos para governador no primeiro turno de 2026 ao digitar e confirmar o número 13 na urna eletrônica. A informação, divulgada inicialmente pelo jornal O Globo, foi confirmada a partir de uma análise dos Registros Digitais de Voto (RDVs) das 37.675 seções eleitorais do estado. O número 13 é utilizado pelo candidato do PT à Presidência, mas não correspondia a nenhuma candidatura para o governo fluminense.
Os RDVs são arquivos da urna que guardam cada voto confirmado, incluindo os números digitados em votos nulos, mas os dados são embaralhados para preservar o sigilo do eleitor. A análise mostrou que o número 13 foi confirmado em 204.309 votos nulos para governador. Este foi o segundo código mais frequente entre os votos anulados, ficando atrás apenas do número 00, que foi registrado 344.840 vezes. Outros números, como 12 e 99, também apareceram com milhares de registros.
A dimensão dos votos nulos em comparação com a votação
A quantidade de votos nulos com o número 13 é expressiva quando comparada aos resultados oficiais. O volume equivale a 74,5% da votação de Anthony Garotinho (Republicanos), o terceiro colocado, e a 86,8% dos votos de William Siri (PSOL), o quarto. Além disso, o total supera a soma dos votos recebidos pelos cinco últimos candidatos juntos, que totalizaram 181.097 votos. A eleição para o governo do Rio foi para o segundo turno entre Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD).
O PT e seu candidato à Presidência apoiaram Eduardo Paes, que concorreu com o número 55. Uma simulação baseada nos dados mostra que, mesmo se todos os 204.309 votos nulos com o número 13 fossem atribuídos a Paes, ele continuaria em segundo lugar. Sua votação passaria de 3.706.984 para 3.911.293, mas ainda ficaria atrás dos 4.271.199 votos de Douglas Ruas. Outros números de candidatos à Presidência, como 70 e 21, também foram digitados para governador, embora em menor volume.
O que os dados revelam e o que não comprovam
Na nossa leitura, a notícia permite explicar a diferença entre um dado eleitoral e sua interpretação. Os registros da urna confirmam o que foi digitado, mas não revelam a intenção do eleitor. Atribuir esses votos a um erro, a um protesto ou à intenção de votar no candidato à Presidência para outro cargo são conclusões que os dados, por si sós, não autorizam. A própria fonte destaca que a coincidência de números não comprova a motivação do voto.
Um cuidado ao comunicar esse tema é manter o foco na informação que a tecnologia da urna eletrônica permite verificar. A análise dos RDVs é um exemplo de transparência que possibilita entender padrões de votação sem violar o sigilo do voto. Para o público, a notícia é valiosa por mostrar como os dados eleitorais são auditáveis e o que eles podem, de fato, revelar sobre o comportamento em uma eleição, separando fatos de especulações.
- Análise dos Registros Digitais de Voto (RDVs) confirmou que 204.309 eleitores anularam o voto para governador do Rio de Janeiro digitando o número 13.
- O número 13 foi o segundo código mais digitado em votos nulos para o cargo, atrás apenas do número 00.
- A apuração dos dados demonstrou que, mesmo se esses votos fossem válidos e direcionados ao candidato apoiado pelo PT, o resultado do primeiro turno não seria alterado.
- Outros números de candidatos à Presidência também apareceram entre os votos nulos para governador, mas em menor quantidade.
Ao conversar com um cliente sobre o tema, uma sugestão é usar a notícia para explicar como funciona a auditoria dos dados da urna eletrônica. A distinção entre o fato (o número digitado) e a interpretação (a intenção do eleitor) é um ponto central. Essa abordagem ajuda a demonstrar a transparência do processo eleitoral e a corrigir suposições, reforçando a confiança na informação jurídica clara e bem fundamentada.
Para um vídeo ou post, o advogado pode explorar a diferença entre correlação e causalidade no contexto eleitoral. Explicar o que são os RDVs e como eles permitem análises sem quebrar o sigilo do voto é um conteúdo útil. Essa pauta se conecta ao propósito da Jurisoft de traduzir temas complexos, aproximando o direito do cotidiano das pessoas e construindo uma comunicação baseada na confiança e na precisão dos fatos.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 06/10/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.