Ilustração editorial sobre Trabalhista
ILUSTRAÇÃO EDITORIAL / JURISOFT NEWS

O crescimento no número de afastamentos por questões de saúde mental mostra que o tema deixou de ser uma questão secundária dentro das empresas, segundo a psicóloga empresarial Denise Milk. Em análise divulgada no Dia Mundial da Saúde Mental, 10 de outubro, a especialista em desenvolvimento de lideranças afirma que o problema impacta não apenas os trabalhadores e suas famílias, mas também a capacidade das organizações de sustentar seus resultados.

O afastamento, de acordo com a psicóloga, é apenas a etapa mais visível de um processo que pode começar muito antes, com sinais como exaustão, irritabilidade e dificuldade de concentração. Ela explica que o adoecimento mental não decorre apenas do excesso de trabalho. O risco aumenta quando existe uma combinação persistente de alta exigência com poucos recursos para lidar com as demandas, como sobrecarga, metas incompatíveis, pressão constante, baixa autonomia e falta de suporte.

Fatores de risco e o papel da segurança psicológica

Outro fator destacado é a ausência de segurança psicológica no ambiente profissional. Ambientes onde os trabalhadores não se sentem seguros para admitir dificuldades, pedir ajuda ou discordar sem medo de punição tendem a gerar silêncio. Esse silêncio, segundo a especialista, pode fazer com que o sofrimento só seja percebido quando já evoluiu para um quadro de adoecimento que exige o afastamento.

O estigma relacionado aos transtornos mentais também contribui para que os profissionais adiem a busca por ajuda. A psicóloga aponta que ainda existe o receio de que a demonstração de sofrimento seja interpretada como fragilidade ou incompetência. Para combater essa percepção, não basta dizer que as pessoas podem falar sobre o assunto; é preciso que elas percebam, na prática, que pedir ajuda não comprometerá sua trajetória profissional.

Prevenção exige mais do que campanhas pontuais

Na nossa leitura, a principal distinção a ser feita é entre ações de conscientização pontuais e uma abordagem de prevenção integrada à cultura da empresa. Uma palestra isolada não compensa uma cultura organizacional que adoece. A prevenção, conforme aponta a fonte, precisa estar incorporada à gestão, com identificação de riscos psicossociais, revisão de cargas de trabalho e criação de canais seguros de comunicação e acolhimento.

Um cuidado ao comunicar esse tema é não individualizar o problema. Embora nem todo adoecimento mental seja causado pelo trabalho, o modo como as tarefas são organizadas pode funcionar como fator de risco ou de proteção. A análise convida a olhar para a saúde mental também como uma questão de gestão e cultura, deslocando o foco da responsabilidade exclusivamente do indivíduo para a organização.

O QUE MUDA NA PRÁTICA
  • O aumento de afastamentos posiciona a saúde mental como um tema central para a gestão das empresas, não mais periférico.
  • A análise de risco para o adoecimento mental no trabalho passa a considerar a combinação entre alta demanda e poucos recursos, como baixa autonomia e falta de clareza.
  • A segurança psicológica é apontada como um fator essencial, pois o medo de retaliação impede que trabalhadores peçam ajuda antes do esgotamento.
  • A prevenção eficaz é descrita como uma prática contínua e integrada à gestão, superando o modelo de ações isoladas em datas comemorativas.
NA ADVOCACIA

Ao conversar com clientes empresariais, uma sugestão é explicar que a gestão da saúde mental vai além do cumprimento de normas de segurança. A abordagem pode focar na prevenção de riscos psicossociais como parte da estratégia de gestão, mostrando que um ambiente psicologicamente seguro pode reduzir afastamentos e litígios. Isso conecta a informação a uma consequência prática para o negócio, com clareza e foco na prevenção.

Para um vídeo ou post, um ângulo útil é diferenciar a responsabilidade individual da organizacional na saúde mental. O advogado pode explicar que, embora o cuidado pessoal seja importante, a forma como o trabalho é estruturado é um fator determinante. Essa abordagem ajuda a construir confiança ao demonstrar um entendimento profundo do tema, alinhado ao propósito da Jurisoft de levar informação clara ao público.

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NA ORIGEM

Artigo escrito a partir de publicação de CNN Brasil, de 10/10/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.

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Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.