Um organograma manuscrito apreendido pela Polícia Civil de São Paulo durante a operação Wi-Fi mostra o nome "Mário" ao lado das palavras "sócio" e "Go Up", nome da produtora do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O documento foi anexado a um inquérito que apura suspeita de fraude em um contrato da ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) com a Prefeitura de São Paulo e, posteriormente, foi remetido ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O manuscrito não informa o sobrenome de "Mário", mas o deputado federal Mário Frias (PL-SP) é o produtor-executivo do filme. A investigação não o descrevia como sócio da produtora. O papel também traz anotações relacionadas a outros CNPJs controlados pela empresária Karina da Gama, que é proprietária do ICB e sócia da Go Up. O nome "Mário" também aparece ligado a uma empresa terceirizada da produtora no Brasil.
A suspeita de triangulação de verbas públicas
A Polícia Federal suspeita que pelo menos R$ 750 mil de verbas públicas federais, provenientes de emendas parlamentares destinadas por Mário Frias ao ICB, foram trianguladas para financiar a produtora Go Up Entertainment. Segundo o relatório da PF, o esquema envolveria o repasse de R$ 2 milhões em emendas do deputado ao instituto, que teria contratado empresas para simular a compra de kits pedagógicos, desviando parte do valor para a produtora do filme.
O ministro Flávio Dino, do STF, retirou o sigilo de documentos do caso que foram remetidos pela Justiça de São Paulo. Ele também unificou, sob sua relatoria, os inquéritos que apuram o possível esquema de desvios e ocultação de verbas públicas. A decisão de Dino ocorreu após a Polícia Federal realizar a Operação Make Up, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, incluindo Mário Frias e Karina da Gama.
O papel do documento na investigação
Na nossa leitura, a notícia sobre o organograma ilustra como um elemento material se torna uma peça em uma investigação complexa. O documento não é uma prova definitiva de sociedade, mas um indício que orienta os investigadores a aprofundar a apuração sobre as relações entre os envolvidos e o fluxo do dinheiro. Explicar essa distinção ajuda o público a entender que a existência do papel dá uma direção ao inquérito, mas a confirmação das suspeitas depende de outras provas.
Um cuidado ao comunicar o tema é separar os diferentes braços da investigação e o papel de cada instituição. A apreensão do organograma ocorreu em uma operação da Polícia Civil paulista, enquanto a apuração sobre o desvio de emendas federais é conduzida pela Polícia Federal. A unificação dos casos no STF mostra como as apurações se conectaram, especialmente pela presença de um deputado federal entre os investigados, o que atrai a competência do tribunal.
- Um organograma manuscrito que liga o nome 'Mário' à produtora do filme sobre Bolsonaro foi incluído em inquérito no STF.
- A investigação apura a suspeita de que R$ 750 mil de emendas parlamentares foram triangulados para financiar a produção.
- O ministro Flávio Dino, do STF, retirou o sigilo dos documentos e unificou os inquéritos relacionados ao caso sob sua relatoria.
Ao conversar com um cliente sobre o tema, uma sugestão é explicar que o organograma funciona como um ponto de partida para a apuração da polícia, não como uma conclusão. A comunicação pode focar em como os investigadores agora buscam correlacionar essa anotação com transações financeiras e outras provas para confirmar ou descartar a suspeita de uma sociedade de fato e o desvio de recursos.
Para um vídeo ou post, um ângulo útil é mostrar como diferentes investigações podem ser unificadas no STF. O advogado pode explicar que a presença de uma pessoa com foro por prerrogativa de função, como um deputado federal, faz com que apurações iniciadas em outras instâncias sejam centralizadas no Supremo. Isso se conecta ao propósito da Jurisoft de traduzir o funcionamento da Justiça e gerar confiança pela clareza.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 14/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
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