Ilustração editorial sobre Justiça
ILUSTRAÇÃO EDITORIAL / JURISOFT NEWS

Uma pesquisa do instituto Quaest, divulgada em 14 de setembro, aponta que 37% dos brasileiros consideram correta a conduta do ministro André Mendonça em meio a um embate no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 16% avaliam que o ministro Alexandre de Moraes é quem age de forma correta. O levantamento também registrou que 20% dos entrevistados entendem que nenhum dos dois ministros está certo, enquanto 25% não souberam ou não responderam à questão.

A percepção sobre a atuação dos ministros apresenta variações significativas conforme a identificação política dos entrevistados. Entre eleitores que se declaram de direita, mas não bolsonaristas, Mendonça tem a aprovação de 67%, contra 5% de Moraes. No grupo de bolsonaristas, o placar é de 58% para Mendonça e 6% para Moraes. O cenário se inverte entre os eleitores lulistas, nos quais Moraes tem 34% de avaliação positiva, e Mendonça, 12%.

Divisão por alinhamento político e religioso

A pesquisa também revela uma divisão na avaliação de acordo com a religião. No segmento evangélico, 46% dos entrevistados consideram a conduta de Mendonça correta, enquanto 11% apontam Moraes. Entre os católicos, a preferência por Mendonça também é maior, com 32% de aprovação, contra 19% para Moraes. A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro geral de dois pontos percentuais.

Na nossa leitura, os dados da pesquisa oferecem um retrato da percepção pública sobre o Judiciário que reflete as divisões políticas e sociais do país. Os números não medem o mérito jurídico das posições dos ministros, mas sim como a imagem de cada um é recebida por diferentes grupos. A polarização observada na política eleitoral parece se estender à avaliação das instituições, incluindo o STF.

Como interpretar os dados da pesquisa

Um cuidado ao comunicar esses resultados é não tratar a opinião pública como um veredito sobre a legalidade ou a constitucionalidade dos atos em discussão. A pesquisa mede a aprovação da conduta, um critério subjetivo que pode ser influenciado por afinidades ideológicas, religiosas e pela cobertura da imprensa. Explicar essa distinção ajuda o público a interpretar o levantamento sem confundi-lo com um julgamento técnico.

Para a advocacia, entender esse cenário é relevante porque o ambiente de polarização pode afetar a confiança do público nas decisões judiciais. A forma como um caso de grande repercussão é percebido pode ser tão importante quanto seu desfecho técnico. Acompanhar esses dados ajuda a compreender o contexto no qual os argumentos jurídicos são apresentados e recebidos pela sociedade.

O QUE MUDA NA PRÁTICA
  • Pesquisa Quaest indica que 37% dos brasileiros aprovam a conduta de André Mendonça, enquanto 16% aprovam a de Alexandre de Moraes.
  • A aprovação de Mendonça é maior entre eleitores de direita (67% dos não bolsonaristas) e evangélicos (46%).
  • Alexandre de Moraes tem maior apoio entre eleitores lulistas, com 34% de avaliação positiva nesse grupo.
  • Entre eleitores de esquerda não lulistas, a pesquisa registrou um empate técnico, com 22% de aprovação para cada ministro.
  • Um quarto dos entrevistados (25%) não soube ou não quis opinar sobre a conduta dos ministros.
NA ADVOCACIA

Ao conversar com um cliente sobre a crise institucional, a pesquisa pode ser usada para ilustrar como a percepção pública do Judiciário está fragmentada. Em vez de focar em quem está certo ou errado, a sugestão é explicar que a confiança nas instituições também é influenciada por divisões políticas, o que ajuda a contextualizar a repercussão de decisões judiciais.

Para um vídeo ou post, o tema pode ser abordado explicando a diferença entre opinião pública e análise jurídica. O advogado pode mostrar que, embora a popularidade de um ministro varie, as decisões do STF seguem ritos e fundamentos próprios. Essa abordagem se alinha ao propósito da Jurisoft de levar informação clara e construir confiança na advocacia.

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NA ORIGEM

Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 14/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.

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Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.