A Polícia Federal (PF) apontou que, além do deputado Mario Frias (PL-RJ), os parlamentares Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) também assinaram emendas destinadas a uma organização presidida por Karina Gama, dona da produtora responsável pelo filme "Dark Horse", uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação consta no relatório que embasou a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de autorizar a Operação Make Up, que investiga desvios de recursos públicos.
Segundo a apuração, Frias destinou R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina Gama, e a PF suspeita que os valores, que foram pagos, tenham sido usados para custear despesas do filme. Já Pollon e Kicis indicaram, respectivamente, R$ 1 milhão e R$ 150 mil para outra entidade de Gama, a Academia Nacional de Cultura. No entanto, esses valores não chegaram a ser repassados por problemas técnicos no contrato, conforme a fonte.
Questionamento sobre o destino dos recursos
A investigação da PF destaca uma possível irregularidade na destinação das verbas indicadas por Pollon e Kicis. Os investigadores questionam por que os recursos foram direcionados ao estado de São Paulo, sendo que os deputados foram eleitos pelo Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal. A apuração sugere que isso pode indicar um descumprimento das regras que exigem uma conexão entre a origem da emenda e o estado beneficiado.
Em nota, o deputado Marcos Pollon afirmou que a indicação de R$ 1 milhão foi feita em 2023 para o projeto Heróis Nacionais, por meio do Governo do Estado de São Paulo. Ele ressaltou que o próprio relatório da PF confirma que nenhum valor foi repassado à entidade investigada. Segundo o parlamentar, como o projeto não foi executado, ele solicitou que o recurso fosse realocado para o Hospital de Amor de Barretos.
Diferença entre verba paga e verba indicada
Na nossa leitura, a principal distinção para compreender a notícia é a diferença entre uma emenda paga e uma emenda apenas indicada. No caso de Mario Frias, a investigação apura o suposto desvio de recursos que já foram transferidos. Já em relação a Marcos Pollon e Bia Kicis, a apuração se concentra na regularidade da indicação de uma verba que não chegou a ser paga. Tratar as situações como idênticas esconderia uma diferença factual relevante para o andamento do inquérito.
Um cuidado ao comunicar o tema é não generalizar as suspeitas. A investigação aponta diferentes estágios e naturezas de envolvimento para cada parlamentar citado. Explicar o funcionamento das emendas e as regras de destinação ajuda o público a entender o contexto da apuração, que não se limita aos nomes dos envolvidos, mas alcança os mecanismos de controle do uso de dinheiro público. A notícia informa sobre o avanço de uma investigação, não sobre uma conclusão de culpa.
- A investigação da PF sobre emendas parlamentares foi ampliada para incluir os deputados Marcos Pollon e Bia Kicis.
- Os recursos indicados por Pollon (R$ 1 milhão) e Kicis (R$ 150 mil) não chegaram a ser pagos, ao contrário dos valores ligados a Mario Frias.
- A PF questiona a destinação de emendas para São Paulo por parlamentares eleitos pelo Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal.
Como sugestão para uma conversa com clientes, é útil separar os fatos relativos a cada parlamentar. Explique a diferença entre a indicação de uma emenda e o seu pagamento efetivo. Essa distinção ajuda a esclarecer por que as suspeitas podem ter naturezas diferentes, evitando que o cliente generalize a situação de todos os citados e compreenda melhor os estágios da investigação.
Para um vídeo ou publicação, um ângulo interessante é explicar como funcionam as regras de destinação de emendas parlamentares. O advogado pode usar a notícia para mostrar por que a conexão com a base eleitoral é relevante para os órgãos de controle. Essa abordagem se alinha ao propósito da Jurisoft de traduzir temas complexos em informação clara, construindo confiança com o público.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 10/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.