Ilustração editorial sobre Empresarial
ILUSTRAÇÃO EDITORIAL / JURISOFT NEWS

A Polícia Federal (PF) concluiu que ex-dirigentes do Banco Regional de Brasília (BRB) praticaram gestão fraudulenta em operações de compra de carteiras do Banco Master que totalizaram R$ 17,5 bilhões. A informação consta em um laudo pericial cujo sigilo foi retirado em 10 de setembro de 2026 pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por investigações relacionadas ao Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central.

Segundo o relatório da PF, o BRB tinha conhecimento de “sinais prudenciais, financeiros e reputacionais relevantes sobre o Banco Master”, mas não considerou esses alertas em seu processo decisório. A conclusão dos peritos caracteriza a prática como gestão fraudulenta, materializada pela manipulação da governança, formalização de controles após os fatos, burla ao regime de alçadas e continuidade das operações apesar das fragilidades identificadas.

Mecanismos da fraude apontados pela perícia

O laudo detalha uma série de falhas nos procedimentos do BRB. Os peritos apontaram que o banco não realizou uma investigação aprofundada (due diligence) sobre o Master, mesmo com alertas sobre riscos de liquidez e de modelo de negócios. Em 22 operações, que somaram R$ 7,63 bilhões, os pareceres técnicos foram emitidos somente após os pagamentos. Além disso, as aquisições eram mantidas no limite de R$ 750 milhões para evitar a análise pelo conselho de administração.

A investigação da PF identificou a participação de seis ex-integrantes da diretoria colegiada nas aprovações das carteiras. O laudo afirma que os dirigentes presentes nas reuniões, que aprovaram as operações por unanimidade, ficaram documentalmente vinculados às decisões. Os nomes citados são Paulo Henrique Bezerra Rodrigues Costa (Presidente), Cristiane Maria Lima Bukowitz, Dario Oswaldo Garcia Junior, Luana de Andrade Ribeiro, Diogo Ilário de Araújo Oliveira e José Maria Correa Dias Junior. O diretor jurídico não foi vinculado por não ter direito a voto ou estar ausente.

A diferença entre laudo policial e decisão judicial

Na nossa leitura, a notícia informa a conclusão de uma etapa importante da investigação policial, mas não representa uma condenação judicial. O laudo pericial da PF reúne elementos técnicos que sustentam a acusação de gestão fraudulenta. Para o público, é útil compreender que este é um passo da apuração, que servirá de base para eventuais processos criminais, nos quais os citados terão direito à defesa.

Um cuidado ao comunicar esse tema é explicar o que os termos técnicos significam na prática. “Burla ao regime de alçadas”, por exemplo, pode ser traduzido como a divisão de uma operação grande em várias menores para que ela não precisasse passar por um nível superior de aprovação. Detalhar esses mecanismos, como o pagamento antes de pareceres, ajuda a concretizar a acusação e a mostrar como os controles internos teriam sido contornados, tornando a informação jurídica mais acessível.

O QUE MUDA NA PRÁTICA
  • A Polícia Federal concluiu, em laudo técnico, que houve gestão fraudulenta de ex-diretores do BRB na compra de carteiras do Banco Master.
  • O relatório aponta que o BRB ignorou alertas de risco e inverteu controles, como a emissão de pareceres técnicos somente após os pagamentos.
  • Seis ex-integrantes da diretoria colegiada foram nominalmente vinculados pela PF às aprovações das operações, que somaram R$ 17,5 bilhões.
  • As operações eram fracionadas em valores de até R$ 750 milhões para evitar a análise pelo conselho de administração do banco.
NA ADVOCACIA

Ao conversar com um cliente sobre o tema, uma sugestão é distinguir a conclusão do inquérito policial de uma sentença judicial. O laudo da PF apresenta os fatos e as evidências sob a ótica da investigação, fundamentando uma possível acusação. Explicar essa etapa do processo ajuda a gerenciar expectativas e a esclarecer que os citados ainda passarão por um processo judicial, onde poderão apresentar sua defesa. Essa clareza fortalece a confiança na orientação jurídica.

Para um vídeo ou post, um ângulo útil é explicar os mecanismos da suposta fraude em linguagem simples. Em vez de apenas citar “gestão fraudulenta”, mostre o que isso significa no caso concreto, como aprovar pagamentos bilionários sem parecer técnico prévio ou dividir operações para fugir de um controle mais rigoroso. Essa abordagem traduz o jargão técnico para o público, cumprindo o propósito da Jurisoft de aproximar o direito das pessoas com informação clara e responsável.

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NA ORIGEM

Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 11/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.

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Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.