A Polícia Federal determinou a intimação do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e de seu antecessor, Roberto Campos Neto, para prestarem depoimento sobre a fiscalização do Banco Master. A informação, confirmada pelo g1, consta em um ofício de 3 de agosto, que também convoca o diretor de fiscalização do BC, Ailton de Aquino Santos, e o dono do BTG Pactual, André Esteves. Todos serão ouvidos na condição de testemunhas.
Os depoimentos fazem parte do inquérito que investiga a relação do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do então Banco Master, com dois servidores do Banco Central. Os funcionários, Paulo Sérgio Neves de Sousa e Bellini Santana, são suspeitos de receber vantagens indevidas e de atuar em favor da instituição financeira. Ambos foram afastados de seus cargos em março por decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
O foco da investigação
As investigações apontam que os servidores davam orientações estratégicas a Vorcaro, revisavam documentos que o Master enviaria ao BC e vazavam informações para que o banqueiro se antecipasse a medidas da autoridade monetária. Daniel Vorcaro está preso preventivamente desde março. Em depoimento, ele negou o pagamento de vantagens, mas admitiu ter feito um "agrado" a um dos servidores ao apoiar uma viagem de sua família.
A intimação de André Esteves está relacionada a relatos de ex-servidores do BC à PF, segundo os quais o BTG Pactual chegou a analisar a compra do Banco Master. De acordo com essas informações, o BTG teria avaliado os números da instituição e comunicado ao Banco Central a existência de uma suposta fraude de R$ 32 bilhões. A defesa de Campos Neto afirmou não ter sido intimada e lamentou o vazamento da informação à imprensa. O BTG e o Banco Central não se manifestaram.
A diferença entre testemunha e investigado
Na nossa leitura, é fundamental distinguir a condição de testemunha da de investigado. Galípolo, Campos Neto e Esteves foram chamados para contribuir com informações que possam ter em razão de seus cargos e atividades, sob o compromisso legal de dizer a verdade. A intimação não significa que eles sejam alvos da investigação sobre as condutas dos servidores do BC, mas que seus esclarecimentos são considerados úteis para a apuração dos fatos.
Um cuidado ao comunicar o tema é não tratar as intimações como uma conclusão sobre a fiscalização do sistema financeiro. O depoimento de altas autoridades do setor indica que a investigação busca compreender o alcance das falhas de supervisão que permitiram a suposta atuação irregular dos servidores e o agravamento da crise do Banco Master. A notícia revela uma nova fase da apuração, focada em entender o que a cúpula do sistema sabia e quais providências foram ou não tomadas.
- A Polícia Federal intimou o atual e o ex-presidente do Banco Central, além do dono do BTG Pactual, para deporem como testemunhas.
- Os depoimentos ocorrem no inquérito que investiga a suspeita de que dois servidores do BC atuaram para favorecer o Banco Master.
- Segundo relatos citados na investigação, o BTG Pactual teria avaliado a compra do Master e comunicado ao BC uma suposta fraude de R$ 32 bilhões.
- A defesa de Roberto Campos Neto informou que ele ainda não foi intimado oficialmente.
- O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, está preso preventivamente desde março.
Ao conversar com um cliente sobre o assunto, uma sugestão é esclarecer a diferença entre ser chamado como testemunha e como investigado. A explicação pode focar em como a intimação de figuras importantes do mercado financeiro busca reconstruir o fluxo de informações sobre a fiscalização do banco, sem que isso signifique uma acusação formal contra elas. Essa abordagem ajuda a dimensionar o fato e a construir confiança pela clareza.
Para um vídeo ou post, um caminho é explicar por que a PF ouve pessoas que ocupavam cargos de liderança em um caso como este. O conteúdo pode mostrar que a investigação precisa entender o contexto institucional e as práticas de supervisão, indo além da conduta individual dos servidores já afastados. É uma forma de traduzir um procedimento de inquérito em informação útil, alinhada ao propósito da Jurisoft de aproximar o direito do público.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 09/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.