A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (8) a operação “Em nome do pai” para investigar o desembargador Alexandre Scisinio, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, e quatro de seus familiares. A apuração foca em um possível esquema de venda de sentenças para favorecer empresas do setor imobiliário e de construção civil. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.
Os mandados foram expedidos pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e tiveram como alvos, além do desembargador, sua esposa, dois filhos, uma cunhada e uma advogada. A investigação teve início a partir de informações compartilhadas pela Corregedoria-Geral do próprio TJ-RJ, que havia instaurado um procedimento administrativo para apurar a conduta do magistrado.
Origem da investigação e o suposto esquema
Segundo a apuração da PF, as decisões judiciais suspeitas teriam sido proferidas desde a época em que Scisinio atuava como juiz de primeira instância. Em troca, vantagens indevidas seriam repassadas à sua família por meio de imóveis, descontos comerciais excepcionais e pagamentos indiretos, utilizando interpostas pessoas e empresas ligadas aos investigados.
A investigação aponta que os atos de corrupção teriam ocorrido quando o magistrado ainda exercia suas funções na primeira instância. No entanto, os atos de lavagem de dinheiro teriam se prolongado no tempo, o que, segundo a PF, permitiu a realização das buscas atuais. Os fatos, que ainda estão em apuração, podem caracterizar os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.
A distinção entre os crimes investigados
Na nossa leitura, a distinção entre o período dos supostos atos de corrupção e a continuidade da lavagem de dinheiro é um ponto central para entender a notícia. Essa separação temporal ajuda a explicar por que uma operação ocorre agora para apurar fatos que teriam começado quando o magistrado ainda não era desembargador. É essa continuidade que fundamenta as medidas investigativas atuais.
Um cuidado ao comunicar o tema é manter o foco no que está sendo apurado, sem tratar a investigação como uma conclusão. O nome da operação, “Em nome do pai”, e o envolvimento de familiares são elementos que chamam a atenção, mas o fato jurídico relevante é o mecanismo investigado: o suposto uso da estrutura familiar para ocultar vantagens indevidas. Explicar essa estrutura ajuda o público a compreender a complexidade dos crimes apurados sem antecipar um juízo de culpa.
- A Polícia Federal deflagrou uma operação para apurar a conduta de um desembargador do TJ-RJ e seus familiares.
- A investigação aponta que as supostas vantagens indevidas eram repassadas por meio de imóveis, descontos e pagamentos indiretos.
- Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo STJ, com base em apuração iniciada pela Corregedoria do próprio TJ-RJ.
- Os fatos sob investigação podem configurar os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.
Para conversar com um cliente sobre o assunto, uma sugestão é explicar os diferentes estágios de uma persecução penal. A notícia trata de uma investigação com buscas e apreensões, uma fase anterior a uma eventual denúncia ou condenação. Esclarecer essa sequência ajuda a dimensionar o que a informação confirma e o que ainda depende de apuração, mantendo a conversa no campo dos fatos.
Em um vídeo ou post, o advogado pode abordar a diferença entre os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, usando o caso como contexto. Explicar como a lavagem pode ser um crime autônomo e posterior à corrupção ajuda a traduzir conceitos jurídicos complexos. Essa abordagem se conecta ao propósito da Jurisoft de aproximar o direito das pessoas por meio de uma comunicação clara e que gera confiança.
Artigo escrito a partir de publicação de CNN Brasil, de 08/10/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.