O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, declarou que a polícia buscará prender os donos da construtora New Home, responsável pelo edifício que desabou no bairro da Penha em 12 de setembro. O desabamento resultou na morte de duas mulheres, uma delas grávida, e deixou um homem e uma criança feridos. Segundo o prefeito, os proprietários da empresa são pai e filho, e a medida se baseia em evidências de que uma ordem de demolição do prédio não foi cumprida.
A construção do edifício acumulava um histórico de irregularidades. A obra, iniciada em 2019 sem alvará, foi interditada pela Justiça por problemas estruturais. Em 2021, a prefeitura aplicou uma multa de R$ 119 mil à construtora e determinou que a estrutura fosse demolida. Quatro pessoas, incluindo uma criança, duas mulheres e um homem, ainda estavam desaparecidas nos escombros no dia do acidente.
Contradição em documento sobre demolição
A cronologia do caso revelou uma contradição que será alvo de investigação interna na prefeitura. Conforme relatado por Ricardo Nunes, uma servidora da Subprefeitura teria atestado em um documento de 2024 que a demolição havia sido realizada. Essa informação, no entanto, é contestada por moradores locais, que afirmam que o prédio nunca foi demolido. A Defesa Civil informou que ainda não é possível associar o desabamento às chuvas na cidade.
Diante da divergência, a Controladoria-Geral do Município foi acionada para apurar a veracidade do documento e a conduta da servidora. O prefeito afirmou que, caso a falsidade do atestado seja comprovada, a funcionária pública poderá responder por seus atos nas esferas cível e criminal. A apuração administrativa, portanto, corre em paralelo à investigação sobre a responsabilidade da construtora pela tragédia.
Duas frentes de apuração de responsabilidades
Na nossa leitura, a notícia expõe duas frentes distintas de apuração de responsabilidades. A primeira, de natureza criminal e civil, foca nos proprietários da construtora pelo descumprimento de uma ordem de demolição que culminou em mortes. A segunda, de caráter administrativo e potencialmente penal, investiga a conduta da agente pública que teria atestado falsamente a execução da ordem. É fundamental acompanhar cada uma dessas apurações de forma separada.
Um cuidado ao comunicar o tema é distinguir a declaração de intenção de prender da efetivação da prisão. A fala do prefeito sinaliza uma linha de ação das autoridades, mas não se confunde com uma ordem de prisão já expedida pelo Judiciário. Para o público, essa distinção ajuda a compreender o estágio da investigação e a separar a apuração de responsabilidade criminal da construtora da investigação sobre a conduta da agente pública.
- O prefeito de São Paulo declarou que os donos da construtora New Home serão procurados para prisão.
- A justificativa para a prisão é o descumprimento de uma ordem de demolição emitida em 2021.
- A Controladoria-Geral do Município foi acionada para investigar a conduta de uma servidora.
- A servidora pode responder civil e criminalmente se for comprovado que o documento sobre a demolição é falso.
Ao explicar o caso a um cliente, é útil separar as responsabilidades em apuração: a da construtora por descumprir uma ordem de demolição e a da agente pública por um possível documento falso. Essa estrutura ajuda a organizar os fatos e a mostrar que a investigação tem mais de um foco, evitando conclusões precipitadas sobre a culpa de cada parte. A clareza sobre os diferentes vetores da apuração constrói confiança na sua análise.
Para um vídeo ou post, o ângulo pode ser a diferença entre uma ordem administrativa e uma investigação criminal. O advogado pode explicar como o descumprimento de uma determinação da prefeitura, como a demolição, pode evoluir para uma apuração de responsabilidade penal, especialmente quando há consequências graves como mortes. Essa abordagem se alinha ao propósito da Jurisoft de traduzir o direito de forma clara e acessível.
Artigo escrito a partir de publicação de CNN Brasil, de 12/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.