Ilustração editorial sobre Consumidor
ILUSTRAÇÃO EDITORIAL / JURISOFT NEWS

As promoções de “datas duplas”, como 9.9 e 10.10, tornaram-se eventos mensais no comércio eletrônico, inspiradas em datas como o Dia dos Solteiros na China. Com a grande quantidade de ofertas, cupons e promessas de cashback, os consumidores precisam adotar uma série de cuidados para evitar cair em golpes ou realizar compras desvantajosas. As recomendações para essas ocasiões são semelhantes às aplicadas em períodos como a Black Friday.

Antes de finalizar uma compra, a orientação é comparar os preços do produto desejado em diferentes lojas. Ferramentas de busca especializadas podem auxiliar nessa tarefa, mostrando o histórico de valores e permitindo uma pesquisa mais ampla, especialmente para itens padronizados como eletrônicos. Além do preço, o Procon recomenda analisar as condições de pagamento, as taxas de juros em parcelamentos e os prazos de quitação. A avaliação deve considerar se a compra, mesmo em oferta, cabe no orçamento.

Verificação de segurança e métodos de pagamento

A segurança da transação é outro ponto fundamental. É importante verificar se o site é oficial, observando se o endereço eletrônico começa com “https://” e exibe um ícone de cadeado. Golpistas costumam criar páginas falsas com erros de ortografia ou pequenas alterações no nome da marca. Para o pagamento, o Serasa Experian sugere o uso de cartões virtuais temporários, que diminuem o risco de clonagem. Em caso de PIX, é preciso conferir se os dados do destinatário correspondem aos da loja.

Um risco crescente são os golpes que utilizam inteligência artificial. Uma pesquisa do Reclame Aqui, realizada em agosto de 2025, apontou que 63% dos consumidores brasileiros não conseguem identificar uma fraude do tipo. Criminosos podem usar deepfakes para criar vídeos falsos com celebridades anunciando ofertas inexistentes. A recomendação é nunca clicar em links de promoções divulgadas em redes sociais e sempre checar a veracidade da oferta diretamente no site oficial da loja.

A nova camada de risco com inteligência artificial

Na nossa leitura, as orientações divulgadas por diferentes órgãos formam um roteiro de verificação para o consumidor. A responsabilidade de checar a idoneidade de uma oferta, a segurança de um site e as condições de pagamento recai sobre quem compra. As dicas não eliminam os riscos, mas fornecem ferramentas para uma tomada de decisão mais consciente, transformando a compra de um ato de impulso em um processo de análise.

Um cuidado ao comunicar esse tema é destacar que a sofisticação das fraudes exige uma postura mais crítica do consumidor. A verificação deixou de ser apenas sobre o preço e passou a incluir a própria fonte da oferta, especialmente com o uso de IA. Explicar como funcionam os golpes com deepfakes ajuda a construir uma percepção de que nem tudo que parece real, especialmente em anúncios, é confiável. Essa distinção é central para a proteção do consumidor no ambiente digital.

O QUE MUDA NA PRÁTICA
  • Consumidores devem verificar a segurança de sites (URL com 'https://' e ícone de cadeado) e desconfiar de links com variações no nome da marca.
  • O uso de cartões virtuais temporários é recomendado pelo Serasa Experian para reduzir o risco de clonagem em compras online.
  • Uma pesquisa do Reclame Aqui de agosto de 2025 indicou que 63% dos consumidores não conseguem identificar golpes feitos com inteligência artificial.
  • A recomendação é desconfiar de ofertas anunciadas em redes sociais, mesmo que por celebridades (deepfakes), e confirmar a promoção no site oficial da loja.
  • Irregularidades podem ser denunciadas ao Procon, sendo importante apresentar provas como capturas de tela.
NA ADVOCACIA

Para conversar com um cliente sobre segurança em compras online, uma sugestão é organizar as dicas como um checklist prático. Explique os pontos de verificação: comparação de preços, segurança do site, métodos de pagamento e a desconfiança com ofertas de redes sociais. Essa abordagem transforma a informação em um guia útil, reforçando a importância da prevenção sem gerar alarme, o que se alinha ao propósito da Jurisoft de oferecer clareza e construir confiança.

Em um vídeo ou post, o tema dos golpes com inteligência artificial oferece um ângulo atual e relevante. O advogado pode explicar o que são deepfakes e como eles são usados em fraudes, usando a pesquisa do Reclame Aqui como dado de contexto. O conteúdo pode focar na orientação de sempre verificar a informação na fonte oficial, conectando uma dica de tecnologia à proteção de direitos do consumidor e aproximando o direito do cotidiano das pessoas.

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NA ORIGEM

Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 09/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.

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Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.