Um julgamento no Tribunal do Júri em São Paulo foi interrompido e adiado após um incidente no plenário na última quinta-feira (17). O promotor de Justiça Thomas Mohyico Yabiku caiu durante a sessão e afirmou ter sido empurrado por um advogado de defesa. A defesa, por sua vez, nega qualquer contato físico e sustenta que o promotor simulou a própria queda.
O episódio ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda, durante o julgamento de Emerson Silva de Brito, presidido pelo juiz Paulo Fernando Deroma de Mello. Diante do impasse e da alegação da defesa de abalo emocional, o magistrado dissolveu o Conselho de Sentença e encerrou os trabalhos. Em ata, o juiz registrou que a interrupção gera custos ao Estado e atrasa a prestação jurisdicional, determinando que o processo seja levado a um novo julgamento em data futura.
As duas versões registradas em ata
Segundo o relato do promotor registrado em ata, o advogado Renato Soares do Nascimento teria se dirigido a ele de forma agressiva, gritando e se posicionando à sua frente até empurrá-lo com o corpo, causando a queda. Yabiku também afirmou que o advogado Mauro Ribas, que estava na plateia e gravou a cena, passou a ofendê-lo após o ocorrido. A Procuradoria-Geral de Justiça e a Associação Paulista do Ministério Público divulgaram notas de apoio ao promotor.
A versão da defesa é oposta. O advogado Renato Soares afirmou que o conflito começou quando o promotor se aproximou do réu e fez referência ao seu direito constitucional ao silêncio. Ele diz ter pedido a intervenção do juiz e que, em seguida, Yabiku caminhou em sua direção e se jogou intencionalmente no chão. Os defensores afirmam que a gravação feita por Mauro Ribas comprova a ausência de contato físico.
O impacto do incidente no andamento do processo
Na nossa leitura, o fato central é a interrupção do ato processual em razão de um conflito entre as partes técnicas do julgamento. A notícia expõe a existência de duas narrativas formalmente registradas em ata, que agora se somam ao processo original. A existência de uma gravação de vídeo, citada pela defesa como prova, torna-se um elemento crucial para a apuração do que de fato aconteceu no plenário.
Um cuidado ao comunicar esse tema é manter o foco na consequência jurídica imediata: o adiamento do júri e a dissolução dos jurados. A questão não é decidir quem está certo, mas entender como um incidente dessa natureza afeta o andamento da Justiça. Explicar que ambas as versões foram registradas e que o caso demandará uma apuração própria ajuda o público a compreender a complexidade do ambiente de um julgamento, sem transformar a notícia em um endosso a uma das partes.
- Um julgamento no Tribunal do Júri de São Paulo foi interrompido e adiado.
- O Conselho de Sentença foi dissolvido pelo juiz responsável pela sessão.
- O promotor acusa um advogado de agressão física, enquanto a defesa alega que ele simulou a queda.
- O incidente foi registrado em ata com as duas versões conflitantes.
- O processo criminal original aguardará uma nova data para julgamento.
Para explicar o caso a um cliente, uma sugestão é focar na consequência processual: a dissolução do júri e o adiamento. A explicação pode apresentar as duas versões como fatos noticiados e registrados em ata, sem tomar partido. Isso demonstra uma análise técnica do ocorrido e de seu impacto no andamento do processo, reforçando a importância da serenidade e do respeito entre os atores judiciais para a realização da Justiça.
Em um vídeo ou post, o tema pode ser abordado a partir da dinâmica de um Tribunal do Júri e das tensões que podem surgir. O advogado pode explicar o que é a dissolução do Conselho de Sentença e por que isso representa um prejuízo à prestação jurisdicional. Essa abordagem, alinhada ao propósito da Jurisoft, traduz um fato complexo em informação clara, que gera compreensão e confiança no trabalho da advocacia.
Artigo escrito a partir de publicação de CNN Brasil, de 21/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
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