Ilustração editorial sobre Eleitoral
ILUSTRAÇÃO EDITORIAL / JURISOFT NEWS

As prestações de contas parciais dos principais candidatos ao governo de São Paulo revelam ritmos de gastos distintos na campanha. Tarcísio de Freitas (Republicanos) declarou despesas que somam R$ 23,7 milhões, o que corresponde a 88% do teto de R$ 26.683.209,24 permitido pela Justiça Eleitoral para o primeiro turno. Já Fernando Haddad (PT) informou gastos de R$ 12,3 milhões, ou 46% do mesmo limite. As informações foram extraídas da plataforma DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com dados atualizados até 21 de setembro.

A campanha de Tarcísio distribuiu seus gastos entre 53 fornecedores, com foco em comunicação e marketing. A maior despesa individual foi de R$ 4,5 milhões para a PLTK Comunicação Estratégica, empresa fundada em 2023 por um dos consultores da campanha presidencial de Javier Milei na Argentina. Outros R$ 7,8 milhões foram destinados a três produtoras de conteúdo audiovisual. As despesas com serviços jurídicos também são relevantes, somando R$ 3,7 milhões, dos quais R$ 3 milhões foram para um único escritório.

Como cada campanha distribui os recursos

A estratégia de Fernando Haddad, por sua vez, mostra maior concentração de recursos. Dos R$ 12,3 milhões declarados, mais da metade (R$ 6,5 milhões) foi paga a uma única empresa, a Urissanê Comunicação, para produção de programas de rádio, TV e internet. A campanha, que tem 94,58% de seus recursos vindos do diretório nacional do PT, também destinou R$ 1,32 milhão para impulsionamento de conteúdo no Facebook e R$ 1,89 milhão para sete escritórios de advocacia.

Os dados apresentados são parciais, e os valores podem ser atualizados até a entrega das contas finais. O prazo para a prestação de contas do primeiro turno vai de 5 de outubro a 3 de novembro. A legislação eleitoral estabelece que os candidatos eleitos que não apresentarem suas contas e permanecerem omissos não podem ser diplomados. Caso haja um segundo turno, cada candidato poderá gastar um valor adicional de R$ 13.341.604,62.

O que os números revelam sobre as estratégias

Na nossa leitura, a diferença nos valores e na distribuição dos gastos revela estratégias de campanha distintas. Enquanto a campanha de Tarcísio opta por um gasto mais elevado e pulverizado entre dezenas de fornecedores, a de Haddad concentra mais da metade de suas despesas em uma única agência de comunicação. Essa observação ajuda a entender como cada candidatura organiza sua estrutura e prioriza seus investimentos na disputa eleitoral, sem que isso represente um juízo de valor sobre qual abordagem é mais eficaz.

Um cuidado ao comunicar o tema é tratar os números como um retrato do momento, não como o resultado final da prestação de contas. A divulgação parcial é um mecanismo de transparência que permite o acompanhamento público do uso de recursos, mas os valores e fornecedores podem mudar. Explicar que se trata de uma etapa do processo eleitoral, com regras e prazos definidos, torna a informação mais útil e evita conclusões precipitadas sobre a saúde financeira ou o desempenho de cada campanha.

O QUE MUDA NA PRÁTICA
  • A prestação de contas parcial mostra que Tarcísio de Freitas (Republicanos) gastou R$ 23,7 milhões, 88% do teto para o primeiro turno em SP.
  • Fernando Haddad (PT) declarou despesas de R$ 12,3 milhões, o que equivale a 46% do limite legal.
  • Ambas as campanhas priorizam gastos com comunicação, marketing e serviços jurídicos, embora com estratégias de contratação diferentes.
  • Os dados são do sistema DivulgaCand do TSE e representam um balanço parcial, sujeito a alterações até a entrega das contas finais.
  • A não apresentação das contas impede a diplomação de candidatos eleitos.
NA ADVOCACIA

Ao explicar o tema a um cliente, uma sugestão é focar na função da prestação de contas como ferramenta de transparência e fiscalização. Detalhe que os dados são parciais e servem para o acompanhamento público, mas o balanço final será apresentado após a eleição. Essa abordagem contextualiza a notícia dentro das regras eleitorais, demonstrando o controle da Justiça sobre o financiamento de campanhas.

Para um vídeo ou post, o ângulo pode ser a diferença entre o teto de gastos e o valor efetivamente gasto. O advogado pode explicar o que é o limite, por que ele existe e como as campanhas se organizam para usá-lo. Isso transforma uma notícia sobre números em uma oportunidade de educar o público sobre as regras do jogo eleitoral, conectando clareza e confiança, no propósito da Jurisoft.

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NA ORIGEM

Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 22/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.

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Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.