Uma pesquisa Datafolha divulgada em 18 de setembro aponta que 48% dos eleitores brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). Este é o maior índice de desconfiança na Corte registrado desde o início da série histórica, em 2012. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre os dias 15 e 16 de setembro e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O resultado coloca o STF, pela primeira vez, numericamente no topo da lista de desconfiança entre as instituições avaliadas. O Congresso Nacional e os partidos políticos aparecem com 45% de desconfiança cada, enquanto a Presidência da República registra 42%. Em março, a desconfiança no Supremo era de 43%, o que já representava o recorde anterior da série.
Contexto da pesquisa e comparação entre poderes
A pesquisa foi realizada em um momento de crise interna no STF, intensificada após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de um relatório da Polícia Federal. O documento continha mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. O episódio gerou embates públicos entre os integrantes do tribunal, e uma sessão convocada para discutir o assunto terminou sem decisão após o ministro Flávio Dino pedir vista do processo.
Como interpretar os dados de uma pesquisa de opinião
Na nossa leitura, é importante distinguir o que uma pesquisa de opinião mede. Os números refletem a percepção pública em um determinado período, mas não alteram as competências constitucionais do tribunal nem a validade de suas decisões. A informação descreve um sentimento coletado em um contexto específico, não uma consequência jurídica automática sobre o funcionamento da instituição.
Um cuidado ao comunicar o tema é apresentar os dados de forma contextualizada. Embora o STF apareça numericamente à frente na desconfiança, os índices do Congresso e dos partidos políticos são muito próximos, indicando um cenário mais amplo de percepção sobre os poderes. Isolar um único dado pode distorcer a compreensão do levantamento, que aponta para um desgaste que não é exclusivo do Judiciário.
Para o público, a notícia serve como um termômetro da relação entre a sociedade e as instituições. Acompanhar esses dados ajuda a entender o ambiente em que as decisões judiciais são recebidas, mas sem confundir a popularidade de um órgão com sua legitimidade legal. A clareza sobre essa diferença é fundamental para uma conversa pública qualificada sobre o papel de cada poder.
- A desconfiança no STF atingiu 48%, o maior patamar desde o início da série histórica do Datafolha em 2012.
- Pela primeira vez, o STF aparece numericamente como a instituição com maior índice de desconfiança na pesquisa.
- O índice de desconfiança nos partidos políticos caiu de 52% em março para 45% em setembro.
- A desconfiança na Presidência da República registrou 42%, uma leve queda em relação aos 43% de março.
Ao conversar com um cliente sobre o tema, uma sugestão é explicar que pesquisas de opinião medem a percepção pública, mas não mudam o funcionamento ou a autoridade legal do Judiciário. Essa distinção ajuda a manter o foco em como um caso concreto será processado, evitando que a discussão sobre a popularidade do tribunal se sobreponha à análise técnica do direito. Essa clareza reforça a confiança no seu trabalho.
Para um vídeo ou post, um caminho é usar a notícia para explicar a diferença entre legitimidade constitucional e aprovação popular. O advogado pode mostrar que todas as instituições de poder são objeto de escrutínio público, e que entender esses dados faz parte da cidadania. Abordar o assunto de forma informativa, sem tomar partido na crise interna do STF, alinha-se ao propósito da Jurisoft de levar informação clara e confiável ao público.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 18/09/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.