Candidatos à Presidência da República com melhor posicionamento em pesquisas de intenção de voto apresentaram propostas para atrair a construção de data centers ao Brasil, com medidas que incluem incentivos fiscais e fomento à fabricação local de componentes. O movimento ocorre em um cenário de crescente rejeição a essas instalações em países como os Estados Unidos, onde o alto consumo de energia e água tem gerado protestos por parte da população local.
A diferença de escala e de matriz energética ajuda a explicar os cenários distintos. Os EUA lideram o setor com mais de 4.700 data centers, enquanto o Brasil ocupa a 12ª posição, com 218 instalações, segundo dados de setembro do site Data Center Map. Com uma infraestrutura menor, o país registrou um déficit de US$ 8 bilhões na balança comercial de Serviços de Computação e Informação em 2025, de acordo com a associação Brasscom. Além disso, a matriz energética brasileira é predominantemente renovável, ao contrário da americana, que depende de combustíveis fósseis.
Regime de incentivos fiscais já está em vigor
Em setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata), que zera impostos de importação para equipamentos do setor. Para ter acesso ao benefício, as empresas precisam cumprir contrapartidas, como utilizar exclusivamente energia de fontes renováveis ou de baixo carbono e limitar o consumo de água a 50 ml por quilowatt-hora (kWh). A lei também exige que 10% da capacidade seja destinada ao mercado brasileiro e que 2% do valor dos equipamentos sejam investidos em pesquisa no país.
As propostas dos candidatos convergem na intenção de atrair esses investimentos, mas divergem nos métodos. Enquanto Lula (PT) defende o fomento a empresas brasileiras de inteligência artificial, Flávio Bolsonaro (PL) propõe reduzir impostos sobre energia. Ronaldo Caiado (PSD) vê os data centers como parte de uma cadeia de inovação, Renan Santos (Missão) sugere criar zonas com tributação específica e Romeu Zema (Novo) foca em um ambiente regulatório estável para garantir segurança jurídica.
O debate sobre como expandir a infraestrutura
Na nossa leitura, o debate político no Brasil não questiona 'se' o país deve atrair mais data centers, mas 'como' essa expansão deve ocorrer. A existência do Redata e as propostas eleitorais indicam um consenso sobre a necessidade de aumentar a capacidade computacional nacional. O ponto central da discussão, segundo especialistas ouvidos na reportagem, é a criação de regulações que permitam ao Brasil aprender com os problemas enfrentados por outros países, evitando que se repitam aqui.
Um cuidado ao comunicar o tema é destacar a importância da matriz energética brasileira. Como a geração de eletricidade no país se baseia em fontes renováveis, a expansão de data centers pode ter um custo social diferente do observado nos EUA. No entanto, a fonte aponta que a regulamentação de alguns pontos do Redata, como a definição de 'energia de baixo carbono', ainda está pendente. Essa definição futura será crucial para determinar o real impacto ambiental dos novos projetos.
- Uma nova lei federal, o Redata, oferece isenção de impostos de importação para equipamentos de data centers.
- A lei exige contrapartidas socioambientais, como o uso de energia renovável e limites para o consumo de água.
- O tema entrou na pauta dos principais candidatos à Presidência, com propostas para incentivar o setor.
- O Brasil possui 218 data centers e busca reduzir um déficit de US$ 8 bilhões na balança comercial de serviços de computação.
Ao conversar com um cliente sobre o tema, uma sugestão é explicar a diferença entre o objetivo, que é atrair investimentos, e os meios para alcançá-lo, como a nova lei de incentivos e as propostas de regulação. Esclarecer as contrapartidas ambientais exigidas pelo Redata ajuda a mostrar que a expansão do setor está condicionada a regras específicas, o que permite uma análise mais completa do cenário para novos negócios.
Para um vídeo ou post, um ângulo útil é mostrar como o Brasil pode aprender com a experiência de outros países para regular um setor em crescimento. O advogado pode explicar os pontos centrais do Redata e por que a matriz energética brasileira é um diferencial importante no debate. Essa abordagem se conecta ao propósito da Jurisoft de traduzir temas complexos em informação clara, construindo confiança com o público.
Artigo escrito a partir de publicação de G1, de 03/10/2026. Contexto e leitura editorial são do Jurisoft News.
Leia a fonte original ↗Redação e conferência automatizadas por IA, sob linha editorial Jurisoft. O estágio dos fatos corresponde à data da fonte.